terça-feira, 8 de novembro de 2011

É Tempo !

0 comentários

Dom Alberto Taveira

"Personalidades cristãs maduras"

Na Carta Apostólica "Novo Millenio Ineunte", João Paulo II salientou alguns pontos, que julguei oportuno recordar:

2.1. "Cristãos com coluna vertebral": O Papa nos propõe como grande legado do Grande Jubileu a contemplação do rosto de Cristo, considerando-o nos seus traços históricos e no seu mistério, acolhendo-o com a sua multiforme presença na Igreja e no mundo, confessando-o como sentido da história e luz do nosso caminho. Já chegaram os tempos em que o cristão, ou se torna de verdade contemplativo ou simplesmente não será mais reconhecido. É tempo de cristãos com "coluna vertebral". E as Novas Comunidades são um espaço privilegiado para amadurecer na Igreja a santidade, "até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo" (Efésios 4,13).

2.2. Novas Comunidades, novos caminhos: "Agora, devemos olhar para frente, temos de "avançar para águas mais profundas", confiados na palavra de Cristo: Duc in a/tum! O que realizamos não pode justificar uma sensação de saciedade nem induzir-nos a uma atitude de relaxamento. Pelo contrário, as experiências vividas devem suscitar em nós um dinamismo novo, que nos leve a investir em iniciativas concretas aquele entusiasmo que sentimos. O próprio Jesus nos adverte: "Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus. Na causa do Reino, não há tempo para olhar para trás, menos ainda para dar-se à preguiça”. A diversidade dos Carismas das novas Comunidades pode ser para eles mesmas e para a Igreja e o mundo a resposta de Deus que não permite acomodamento. Não há tempo a perder! Não tenham medo de se lançarem na maravilhosa aventura da evangelização, segundo os carismas que o mesmo Espírito suscitou.

2.3. Contemplativos: “Mas é muito importante que tudo o que com a ajuda de Deus nos propusermos, esteja profundamente radicado na contemplação e na oração. O nosso tempo é vivido em contínuo movimento que muitas vezes chega à agitação, caindo-se facilmente no risco de "fazer por fazer". Há que resistir a esta tentação, procurando o "ser" acima do "fazer". A tal propósito, recordemos a censura de Jesus a Marta: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada (lc 10, 41-42)". O tempo da Igreja em que nos encontramos exige, de fato, homens e mulheres de altíssimo espírito de oração.
É tempo de conquistar o mundo de joelhos!


Dom Alberto Taveira Corrêa,
Arcebispo Metropolitano de Palmas

Fonte: Comunidade Shalom
Continue Lendo...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Igreja não reconhece casamento entre homossexuais

1 comentários

Em entrevista publicada pelo jornal O São Paulo nesta terça-feira, 1º, o Acebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, afirmou que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de autorizar casamento de duas mulheres preocupa Igreja ao equiparar união de pessoas do mesmo sexo à família.

O STJ reconheceu, em julgamento concluído na terça-feira, 25, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Quatro dos cinco ministros da quarta turma do tribunal decidiram autorizar o casamento de um casal de gaúchas que vivem juntas há cinco anos e desejam mudar o estado civil.

A decisão que beneficia o casal gaúcho não pode ser aplicada a outros casos, porém abre precedente para que tribunais de instâncias inferiores ou até mesmo cartórios adotem a mesma posição.

Foi a primeira vez que o STJ admitiu o casamento gay. Outros casais já haviam conseguido se casar em âmbito civil em instâncias inferiores da Justiça.

Nesta entrevista, Dom Odilo explica as razões da preocupação da Igreja diante de tal decisão. Para o Cardeal, o casamento entre homem e mulher tem um papel antropológico e social insubstituível.

Veja a entrevista na íntegra:

O São Paulo: Como a Igreja vê a autorização, concedida pelo STJ na semana passada, a duas mulheres para se casarem formalmente no âmbito civil?

Dom Odilo Scherer : Vê com preocupação. De fato, a autorização dada pelo Superior Tribunal de Justiça, embora ainda não libere de maneira generalizada o reconhecimento da união homossexual como casamento, abre bem as portas para chegar a isso. Saem perdendo e ficam banalizados a família e o casamento, que têm um papel antropológico e social insubstituível. A união homossexual não cumpre o mesmo papel e não é justo equipará-la à família e ao casamento.

O São Paulo: A Igreja é contrária ao chamado “casamento gay”? Por quê?

Dom Odilo: Porque isso é contrário à natureza e também, objetivamente, contrário à Lei de Deus e, por isso, a Igreja nunca poderia dar a sua aprovação. A diferenciação sexual tem um sentido e revela um desígnio de Deus, que nós devemos acolher e respeitar. A união de duas pessoas do mesmo sexo quebra esse sentido. Pode-se dar o nome que se queira, mas isso nunca será verdadeiro “casamento”. Usando o mesmo nome e conceito que se emprega para o casamento entre um homem e uma mulher, acaba sendo introduzida uma confusão antropológica, jurídica e ética muito grande.

O São Paulo: Com o “casamento gay” passará a existir um novo tipo de família?

Dom Odilo: Não se trata de verdadeira família, pois falta algo de importante para ter essa identidade.Para coisa nova, nome novo. Se fosse usado um outro conceito, em vez de “casamento”, e uma outra convenção social para esses casos, em vez a da “família”, pelo menos a família e o casamento, no seu sentido verdadeiro, estariam preservados. Infelizmente, o Brasil está adotando a mesma confusão já introduzida em outros países. É lamentável e não creio que isso seja um passo adiante na civilização. O tempo dirá.

O São Paulo: E sobre o direito de pessoas do mesmo sexo que vivem juntas por algum tempo e constroem, juntas, um patrimônio… A Igreja reconhece o direito que elas teriam de assegurar esse patrimônio, no caso da morte de uma delas, por exemplo?

Dom Odilo: O direito ao patrimônio, constituído pelo esforço comum, já está assegurado pela legislação corrente; da mesma forma, o direito a se associar, para partilhar patrimônio e herança, também está assegurado. Não é preciso recorrer ao “casamento gay” para alcançar esses objetivos.
Continue Lendo...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Busque confessar-se quantas vezes for necessário

0 comentários
Você já viu algum doente sentir vergonha de tomar remédio porque já tomou muito medicamento e não foi curado? Não há motivo para essa vergonha. O que o doente deve fazer é continuar tomando o remédio, até ser curado. Com a Eucaristia também é assim.

Muitas vezes, o inimigo insinua que não podemos continuar comungando, porque nos confessamos e constantemente caímos no mesmo pecado. Isso é tentação! Ele sabe que o remédio é a Eucaristia. Isso não significa que você pode comungar em pecado. Comungue para vencer o pecado.

Muitas pessoas dizem: “Já confessei muitas vezes o mesmo pecado, não quero ser sem-vergonha e ficar confessando isso sempre”. Não faça isso, não é vergonhoso tratar de sua ferida até que ela esteja curada por completo. Isso é artimanha do tentador.

Quando estamos em tratamento médico, enquanto não somos curados, voltamos várias vezes ao consultório. Podemos mudar de médico, mas continuamos tomando remédio até nos curarmos completamente.

Com o pecado, que é doença da alma, precisamos agir assim também: confessar-nos tantas vezes quantas for necessário e comungar frequentemente; porque a cura do pecado é mais difícil do que a cura das nossas doenças físicas.

Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib)
Continue Lendo...
Credits

Copyright 2012 Blogger Template. Template Para Blogspot By Oscar Tigre